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https://www.panoramaaudiovisual.com/en/2020/09/03/espana-podria-replantearse-la-implantacion-de-la-radio-digital-dab/

Passadas duas décadas desde o início das emissões de rádio digital com tecnologia DAB em Espanha, a penetração do serviço de rádio digital continua a ser nula em comparação com o ambiente europeu que realizou a migração, mesmo em muitos países que adoptam a segunda geração do DAB + padrão.

Rádio DAB

O Grupo Parlamentar de Esquerda Confederal (Adelante Andalucía, Més per Mallorca, Más Madrid, Compromís, Geroa Bai e Catalunya en Comu Podem) apresentou no Senado um Proposta de Lei de Medidas de Urgência para o Impulso da Radiodifusão Sonora Digital Terrestre.

Enquanto no caso do transição para a televisão digital terrestre o processo de desligamento das emissões analógicas terminou em 3 de abril de 2010, no caso da rádio, o processo de transição para a tecnologia digital não prosseguiu com o mesmo sucesso até à data.

Posteriormente, por meio do Decreto Real 1287/1999Em 23 de julho, foi aprovado o Plano Técnico Nacional de Radiodifusão Sonora Digital Terrestre. Este Plano Técnico incluiu os elementos essenciais para o desenvolvimento deste novo serviço de acordo com a norma europeia Transmissão de áudio digital (DAB) e caracterizaram-se as diferentes redes destinadas à emissão dos diferentes serviços, com gestão direta e indireta, nas diferentes áreas territoriais.

Enquanto em 2000 iniciou transmissões regulares Nas redes de cobertura nacional (FU-E, MF-I e MF-II) contempladas no referido Plano Técnico, o mesmo não acontecia com os demais serviços das demais redes regionais e locais. Os concursos autonómicos de concessões para a exploração do serviço em gestão indireta previstos no referido Real Decreto tiveram lugar apenas na Catalunha e nas Ilhas Baleares, embora as emissões apenas tenham sido iniciadas na Catalunha.

Nem foi possível alcançar um 80% de cobertura da população antes de junho de 2006, conforme previsto no referido Real Decreto. o figura estagnou anos antes de chegar a 51% e foram as redes de cobertura nacional (FU-E, MF-I e MF-II) que permitiram alcançá-lo.

DAB +Apesar dessa cobertura de 51%, os cidadãos não passaram a consumir rádio no DAB de forma relevante. O principal motivo foi o desconhecimento, uma vez que não foi desenvolvida a estratégia de comunicação essencial para este tipo de processo de transição e, portanto, não foi realizada nenhuma campanha promocional adequada para apresentar a nova programação, a nova tecnologia e as vantagens que esta oferecia a todos os cidadãos.

Além disso, o falta de conteúdo exclusivo e atracções diferenciadas das disponíveis em emissões analógicas, não motivaram o início do consumo, uma vez que a oferta DAB assentava, na sua grande maioria, em estações que transmitiam a mesma programação FM. A isto foi necessário acrescentar que a oferta nos canais tradicionais de distribuição de receptores domésticos e para veículos era escassa, com preços pouco acessíveis. O mesmo aconteceu com os kits de retrofit para a frota de veículos existente.

Após quase duas décadas do início das emissões de rádio digital com tecnologia DAB, a penetração do serviço manteve-se praticamente nula. Procurou-se, assim, relançar com a elaboração de um plano de digitalização do serviço de radiodifusão sonora terrestre, aprovado em Conselho de Ministros e publicado por Resolução de 13 de julho de 2011 do Secretário de Estado das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

Apesar disso, os objetivos planejados não foram alcançados por falta de execução. Além disso, a obrigação de cobertura foi temporariamente reduzida de 50% da população para 20%, estabelecendo um prazo de 1 ano a partir da sua aprovação para atingir uma cobertura populacional de 20% com tecnologia DAB +. Esta cobertura, adicionalmente, deve ser semelhante à cobertura existente em FM (interiores, túneis ...), nas áreas onde é prestada.

Porém, longe de resolver a migração de DAB para DAB + e lançar as bases para uma implantação eficaz, o efeito obtido foi o oposto do pretendido. Na verdade, ele não foi migrado em DAB + e A cobertura DAB foi reduzida para 20% da população.

Desta forma, o serviço deteriorou-se acentuadamente e o que era uma situação temporária tornou-se permanente. Por outro lado, não houve cobertura para um público muito reduzido mas fiel que iniciou a recepção em DAB em todo o território nacional, com excepção das áreas metropolitanas de Madrid e Barcelona, ​​que concentram a referida cobertura de 20% da população.

Desde então, Junho de 2011 a 2020 não houve progresso. O consumo de radiodifusão sonora digital terrestre continua a ser praticamente nulo e apenas existem serviços DAB nas referidas áreas metropolitanas, com uma oferta de conteúdos tão limitada quanto há quase duas décadas e com grandes dificuldades de recepção em interiores.

DAB +

Situação em outros países

Implantações de rede de transmissão de som digital terrestre estão avançando em muitos países. Suiza (con planes de apagado de la FM para 2024), Dinamarca, Alemania o Reino Unido tienen coberturas superiores al 97 %, Bélgica y Países Bajos del 95 %, Eslovenia del 73 %, Italia del 82 %, República Checa del 66 %, Austria del 60 %, Polonia del 56 %, Irlanda del 52 % o Suecia del 42 %. Incluso Francia inició emisiones en DAB+ en junio de 2018 y su cobertura ya supera el 20 %.

Relativamente às estações que transmitem em radiodifusão sonora digital terrestre, e de acordo com os últimos dados disponibilizados pela European Broadcasting Union (EBU), importa referir que o número de estações de rádio digital terrestre cresceu 13% na zona EBU no nos últimos dois anos, passando de 1.503 para 1.697 estações.

OBD no carroAtualmente, são 544 emissoras, um terço de todas as existentes na rádio digital terrestre, que transmitem uma programação exclusiva que não é transmitida em FM, agregando valor à oferta radiofônica. 69% dessas estações são privadas. Quanto ao âmbito territorial, 43% transmitem a nível nacional. De todas as estações de rádio digital terrestre, 67% são privadas.

Neste contexto, com este projeto de lei pretende-se articular medidas urgentes para a implementação coordenada da radiodifusão sonora digital terrestre, com calendários de implementação harmonizados nas diferentes áreas territoriais.

A Espanha não pode ficar para trás na Europa e deve começar a oferecer efectivamente aos cidadãos a possibilidade de aceder a um maior número de programas e serviços, com maior qualidade, garantindo a devida pluralidade da oferta e lançando as bases para a futura evolução tecnológica da rádio, com uma cadeia de valor digitalizada ponta a ponta que permite a recepção de programação de rádio linear digital gratuita, sem assinatura de plataformas ou pagamentos via conexão à Internet.

Acesso ao Diário Oficial das Cortes Gerais (Senado), de 2 de julho de 2020.

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